30.3.04

Esta blanche de Bruges teve mesmo morte súbita instantes depois de lhe ter tirado a foto no À La Mort Subite, em Bruxelas, a cidade com cervejarias e bares mais bonitos que deve existir.
Lembro-me de uma entrevista do Carlos Paredes, há uns anos, em que às tantas, no meio das habituais manifestações de falsa modéstia, lhe perguntavam se ele achava que teria seguidores. Ele lamentou que nenhum dos filhos se quisesse ter dedicado à música, e depois disse uma coisa do género: "Olhe, há ia dias ia eu na rua e chega-se um rapaz de uns 20 anos ao pé de mim e diz-me: "Sr. Paredes, muito prazer em conhecê-lo, sou um grande admirador seu. Sabe que toco o Movimento Perpétuo...". E o Paredes, todo despeitado: "Aquele rapazola, a dizer-me que é capaz de tocar o Movimento Perpétuo, que até para mim é difícil..."
Não sei se por temor reverencial ao mestre, por não haver partituras, ou talvez por a obra dele ser tão idiossincrática, de todos os participantes no CD Movimentos Perpétuos só dois tocaram músicas dele. Também ignoro se algum dos Gaiteiros de Lisboa leu aquela história. Sei que rejubilei ao ouvir a versão deles, precisamente do tal 'intocável' Movimento Perpétuo. Um achado - pegaram na música, tiraram-lhe algumas notas que não são essenciais, reduziram o tempo aí para metade, e foram buscar uma improvável marimba, mais umas percussões, tudo tocado pelo José Salgueiro, e uns sopros tocados pelo José Manuel David. Uma coisa inteligentíssima, linda e bem humorada, como tudo o que eles fazem. Bravo - é extraordinário, comovente, a melhor homenagem ao Paredes que até agora vi, e vale só por si o CD.
29.3.04

O Luiz Pacheco é mais uma vez capa, desta vez da revista do Público. Posso estar enganado, mas juraria que o Pacheco é o escritor português que mais vezes apareceu em capas de jornais e revistas. Ele próprio afirma que nunca escreveu lá muito mas se distinguiu como editor (uma actividade da qual nunca me dei conta, mas enfim, parece que isso foi muito antes de eu ter nascido). Parece que é um 'escritor maldito', apesar de alguém, em tempos (não me lembro quem, mas até podia ter sido o próprio Pacheco), ter perspicazmente observado que 'o escritor maldito é aquele de quem se diz mal', coisa que a ele nunca vi acontecer. Mais um fenómeno católico, suponho - deve ser por isso que me escapa o fascínio do personagem, que anda há décadas a lamentar-se de ser um génio incompreendido na miséria e não faz nada por ser mesmo miserável ou génio.
28.3.04

Às vezes ocorre-me que devo ser um espírito empedernidamente moderno (no sentido que tradicionalmente se dá ao termo em história), de tal modo me parecem absurdas as manifestações religiosas - que evito, dentro do possível, e no máximo respeito pelos crentes, desde a missa de corpo presente do familiar à festa do Avante. Foi o que me aconteceu há pouco ao ler o artigo do Público sobre a renúncia quaresmal, onde o jornalista António Marujo, especialista em questões religiosas, exemplifica algumas formas de fazer o sacrifício escolhidas por jovens católicos portugueses: Cristina, 28 anos, abdicou da maquilhagem; Sérgio, 22 anos, promete respeitar os limites de velocidade; Sílvia, 25 anos, não come chocolates até à Páscoa. Que tristeza. Cada vez pior. Antes a divina foda da Santa Teresa de Ávila. Aí sim, podíamos discutir.
26.3.04

Três muito agradáveis surpresas na ZDB: duas das melhores exposições que têm lá passado ultimamente: O Homem Invisível (aqui, Miguel Palma, sempre com ideias brilhantes - aquela mesa é um toco de árvore desses que a CML deixa por aí),

e Eflúvio Magnético;

e os japoneses Mono (ao que parece já descobertos e editados pelo John Zorn) que deram um concerto memorável.



25.3.04

Mário Barbosa, Fundação Gulbenkian, 24-03-04, 18.36

Marco Franco e Nuno Rebelo, Bicaense, 25-03-04, 00.36

Dead Combo, Bicaense, 25-03-03, 01.52

Janela, Bairro Alto, 25-03-04, 02.50
22.3.04

Uma das inúmeras coisas que faltam em Portugal é boas obras de referência, em quase todos os domínios, menos a História, em que não estamos assim tão mal servidos mas há muitas lacunas. No resto, o panorama é desolador - há muito pouco tempo nem sequer tínhamos dicionários minimamente aceitáveis. Sem boas obras de referência, em geral, é lógico que não haja boas obras de referências gerais, como enciclopédias. Vem isto a propósito da enciclopédia da Verbo agora distribuída com o Público. Logo na primeira entrada tem um erro, quando diz que o A corresponde à nota lá, "na antiga notação boeciana ainda em uso nos países de tradição anglo-saxónica". "Ainda" porquê? Nunca ouvi falar de alguma tendência para mudar. Além disso, como se já não bastasse a dita notação ser usada nos países de língua inglesa - que dominam o mercado musical mundial -, ela é também usada, pelo menos, na Alemanha, um dos países mais produtivos e de maior tradição na música erudita.
Outro exemplo: sobre o rei Afonso X de Castela e Leão, o Sábio, é dito que foi um estadista "medíocre" (ignoro tudo sobre isso, mas valerá a pena, e será possível, fazer apreciações destas oito séculos depois? E fará sentido falar de 'estadistas' no século XIII?), ignorando-se vários aspectos muito importantes como o papel decisivo que ele teve na adopção do castelhano como língua oficial, e ao mesmo tempo na consagração do português (ou galego-português, como se queira) como língua literária. As famosas Cantigas de Santa Maria são-lhe atribuídas, quando se trata, ao que tudo indica, de uma compilação; nada é dito sobre o facto de estas cantigas (que são, de facto, também peças musicais) serem uma obra maior na história da literatura portuguesa medieval (apesar de muitos de nós não termos aprendido isso na escola, antiespanholismo oblige).
Mais um exemplo, ao calhas: atribui-se a autoria do Padrão dos Descobrimentos, em Belém, ao Leopoldo de Almeida, quando, de facto, é uma obra de arquitectura de Cottinelli Telmo com esculturas do dito Leopoldo.
Que a Verbo é uma editora algo salazarista, já sabíamos, mas basta verificar o que se diz sobre o Salvador Allende e o golpe de estado de 1973 no Chile: "O seu mandato foi tragicamente interrompido pelo golpe de estado militar do general Augusto Pinochet, que pôs fim a crescente descontentamento popular, motivado sobretudo pela vertiginosa alta do custo de vida". Nem uma palavra sobre o facto de o Allende ter sido assassinado, ou sobre o envolvimento dos EUA, ou sobre os milhares de vítimas do golpe - mesmo que se goste mais do Pinochet do que do Allende, são factos históricos que não podem ser omitidos. Puseram o 'tragicamente', vá lá, mas sem dizer porquê. Mas que pudor.
A opção por fazer da obra, simultaneamente, um dicionário (péssimo, com um peso desmesurado e incongruente de palavras começadas por 'a', como 'agolfinhar', definições circulares, etc.), só se compreende pela principal função que se espera dela: encher estantes.
21.3.04

Finalmente descubro um site com mapas meteorológicos como deve ser, graças ao Geografismos (um projecto interessantíssimo) via A barriga de um arquitecto.


Desconhecia a faceta de músico pop do Paulo Scavullo. Os Post Hit divertem-se imenso e são muito divertidos, como seria de esperar, e na pop-pop isso às vezes é meio caminho andado.

A Espanha era o país mais presente no meu imaginário muito antes de lá ter ido. Havia o Hemingway do The Sun Also Rises, traduzido por cá como Fiesta, pelo Jorge de Sena, o Canciones Populares Españolas, do Falla e do Lorca, pela Berganza com o Yepes, e este Manuscrito Encontrado em Saragoça, único romance, e ao que parece incompleto, dum tal Jan Potocki. É um dos livros que mais prazer me deu em toda a vida. Aqui está um excerto (na estrutura do livro, o narrador encontra personagens que lhe contam histórias, em que por sua vez aparecem outras personagens que contam outras histórias, e assim sucessivamente).

Finalmente arranjei coragem para fotografar a casa onde viveu e morreu o Pina Manique, em Lisboa, no largo do Intendente. Há ironias do destino fantásticas - quase dois séculos depois de ter caído em desgraça por pressão do embaixador em Lisboa da França revolucionária, a casa que foi do feroz zelador da ordem e dos bons costumes está ocupada, em parte, por um bar de alterne.
19.3.04
18.3.04

Faz hoje agora um ano, andava eu por aqui.

Havia esta casa de banho.

Era óptima.

Os Manta Ray davam um grande concerto na ZDB.
17.3.04

Ora aqui está o primeiro texto que leio em português sobre um tema tabu: o antisemitismo da esquerda. Brilhante.
16.3.04
Ainda não descobri se os sacanas dos pombos não chateiam a estátua do D. José por causa das cobras que lá estão (e que simbolizam, suponho, a reacção anti-iluminista padralhesca e aristocrática) ou por causa da liga de bronze ou ainda outro qualquer obscuro motivo. Mas fiquei a saber que essa bestinhas estão a ficar demasiado humanas, ao ponto de se marimbarem nos seus sistemas naturais de orientação para seguirem as estradas feitas por nós, humanos. Pelo menos é o que dizem zoólogos da Universidade de Oxford, que garantem que viram os pombos a seguirem a estrada circular da cidade e a virarem em certos cruzamentos. Não há paciência.
15.3.04

Aquela coisa que vê ali no centro do reactor é um desenho em espiral que, quando aquilo está a funcionar, simula o olho duma ave predadora e serve para assustar as gaivotas e outros pássaros que têm a mania de ir lá meter o bico e acabam mal, além de danificarem o reactor.
14.3.04
12.3.04

Havia um erro no link para o Samsung Means to Come. Agora já funciona. No site da Young-Hae Chang Heavy Industries há mais coisas. Vale a pena espreitar.
11.3.04

Não conhecia o novo bloco do edifício do ISCTE, o terceiro, que, tal como o segundo, é do Hestnes Ferreira.

O ISCTE é visivelmente mais bem sucedido que a FCSH da Nova,

que em 30 anos nem sequer conseguiu completar

o (miserável) projecto inicial.

Em relação ao anterior, o novo bloco do ISCTE perde por ser demasiado alto, o que torna complicado resolver a circulação num edifício tão movimentado. E sem sinalização, consegue ser ainda mais labiríntico que o primeiro.

Dei comigo a pensar no que seria da arquitectura portuguesa se não fossem as encomendas institucionais.

Também não conhecia as novas instalações do ICS.

Deve ser a instituição portuguesa com maior número de colunistas e comentadores da imprensa (e alguns dos mais bem pagos). A lista é impressionante: Manuel Villaverde Cabral, Maria Filomena Mónica, Vasco Pulido Valente, António Barreto, Luís Salgado de Matos, Luísa Schmidt.

Andaluzia revisitada. Há muitos anos que não ia à Andaluzia. Não se foi do tempo que passou lá, do tempo que passou em mim, por ter sido a primeira vez que lá fui no Inverno ou por ido a sítios onde nunca tinha ido, mas achei quase tudo diferente - muito mais moderno que Portugal.

A começar pela paisagem: nada a ver com o desordenado e semi-selvagem montado alentejano, ao que parece ainda herança dos tempos muçulmanos.

O grande vale do Guadalquivir está limpo de árvores e coberto de campos de trigo.

As zonas de colinas e mesmo de montanhas estão cobertas de olivais geométricos, onde se nota as marcas da passagem das máquinas de colher a azeitona.

Os centros históricos das cidades são impecavelmente brancos e limpos.

As aldeias andaluzas têm um castelinho lá em cima e pequenas zonas industriais nos arrabaldes.

Algumas coisas eram-me familiares e são comuns a outras partes de Espanha. Uma delas é a religiosidade. O catolicismo português deixa-me indiferente, em parte talvez por me ser familiar. Em Espanha perturba-me, até nos discretos sinais como este (que me remete para as origens cristãs do movimento comunista).

Por vezes atinge o sublime, como nesta paradoxal lápide no chão da catedral de Córdoba, que me perturbou, a mim, ateu convicto, como me perturbou a Sagrada Família em Barcelona. (Fora isto, o famosíssimo interior abobadado da catedral/mesquita pareceu-me uma sobreposição infeliz, desconjuntada e disfuncional.)

Só pude ver a Alhambra de fora, porque às 2 da tarde já tinha sido atingido o limite de 8300 visitantes por dia. Por fora é muito bela e fez-me lembrar algumas coisas do Siza, e também o CCB - fiquei a pensar se o Gregotti teria pensado nisso.

Adoro as cidades espanholas, com os seus amplos passeios com bancos

e as praças onde se pode levar as crianças enquanto se toma uma caña e uma tapa. São as cidades mais humanas que conheço.

Há sempre montes de parques de estacionamento subterrâneos no centro das cidades - uma coisa que me parece inevitável. Não percebo algumas posições fundamentalistas quanto a isso por cá.

A linguagem também reflecte a modernidade, e de cada vez que lá vou fico espantado com a informalidade cordial dos espanhóis. As formas de tratamento hierarquicamente respeitosas, que aqui resistem e bem, lá parecem ser cada vez uma coisa do passado. Nos bares, perguntam-nos invariavelmente duma forma que cá seria ofensiva: "E tu, o que queres?" Mas não é só a quase extinção do tratamento na terceira pessoa: quando tentávamos sair do parque de estacionamento da Alhambra, houve alguém que passou a cancela com o nosso bilhete e deixou-nos numa situação ridícula, com o carro parado, sem podermos voltar para trás e sem bilhete. O motorista do autocarro atrás de nós e uma mulher dum outro carro saíram e começaram imediatamente a argumentar com o guarda, sem sequer falarem connosco, em termos impensáveis em Portugal. O diálogo era mais ou menos assim: "Ouve lá, eu vi tudo, a miúda pagou o parque e a outra fugiu sem pagar"; e a mulher: "Pois, a miúda não teve culpa nenhuma, abre lá a cancela"; e o guarda: "Está bem, eu acredito, mas tens que ver que eu estou aqui a cumprir o meu papel, tenho que ir perguntar à chefe". (Isto faz-me lembrar que os bares às 7 da tarde estão cheios de grupos de mulheres de meia idade a beberem cerveja, outra coisa impensável por cá.) Passado um bocado, o guarda lá apareceu na sua motoreta com um bilhete novo e desfez-se em desculpas do tipo "desculpem lá ter demorado tanto tempo, eu por mim abria-vos a cancela, mas estão a ver, tive que ir falar com a chefe, ainda se ela não estivesse e tal, e então boa viagem e desculpem lá".
4.3.04

O barco do Montijo é um transporte de luxo. Pode-se tomar o pequeno almoço lá dentro

e olhar o que resta da indústria pesada em Lisboa. Lá dentro o ambiente é familiar. À minha frente um grupo de passageiros que se tinham conhecido a bordo comentava a morte dum antigo companheiro de viagens, e uma mulher recordava como o tinha conhecido a jogar às cartas no antigo barco, que demorava uma eternidade.

Quando passávamos aqui, um senhor idoso atrás de mim explicava a um adolescente como os petroleiros têm um sistema de aquecimento para liquefazer o crude e poder descarregá-lo.

Interrogava-me onde teriam posto os carros que estavam nas arcadas do Terreiro do Paço

e descobri (aquela placa vermelha diz 'não estacionar'). Enquanto tirava estas fotografias, apareceu um homem que me disse 'então está a tirar fotografias aqui ao serviço? Vá ali acima à varanda que é mais bonito'

e eu obedeci. Quando ia a sair, encontrei o mesmo homem, agora dentro dum carro. 'Então já tirou as fotografias todas? Isto aqui é muito bonito. Olhe, dê-me o seu email que eu mando-lhe umas fotografia óptimas que tirei disto sem carros'. E eu dei.

A estátua do D. José é a única em Lisboa onde não pousam pombos (o único animal que eu odeio). Dizem que é por causa destas cobras que o Machado de Castro lá pôs. Tenho que investigar isso.
Não conheço grande coisa de web art, e o que já vi não me entusiasmou por aí além, com a grande excepção deste notável Samsung Means To Come, da Young-Hae Chang, poesia visual cáustica sincronizada com a fabulosa versão do Caravan pelo trio Ellington/Roach/Mingus.

Afinal o da Janela Indiscreta era um céu sobre o Porto.
O Porto é uma das cidades mais bonitas que existem. Se o comboio não demorasse tanto tempo ia lá muito mais vezes,

passear pela zona de Cedofeita

descer a rua de Entremuros, apanhar o barquinho para a Afurada, descer as escadinhas dos Guindais, passear pela Foz, ir à Cadeia da Relação e a Serralves. Pena o Luso ter acabado, é uma perda para a humanidade. Tinha uns finos extraordinários e o cozinheiro mais rápido do mundo, capaz de fazer dois pregos no prato e três francesinhas ao mesmo tempo. Às vezes sentava-me ao balcão e ficava lá a vê-lo, um verdadeiro malabarista.

(Há o Piolho mas não se compara.)
Sempre senti uma certa inveja do Porto porque sempre me pareceu que os portuenses gostam mais do Porto (incluindo a câmara) do que os lisboetas gostam de Lisboa (incluindo a CML, que sempre achei que não gostava da sua cidade), e estas diferenças notam-se bastante, apesar de muita gente no Porto não ter consciência disso.

É uma cidade muito mais amada que Lisboa, e os lisboetas que não gostam dela é porque não gostam de cidade nenhuma, nem da deles.
3.3.04
Este post da Janela Indiscreta (com um belíssimo céu sobre Lisboa) e os comentários que suscitou fizeram-me lembrar aquele episódio do 'Palomar', do Calvino, que conta como o sr. Palomar por vezes fica em casa a observar o voo sempre imprevisível irrepetível dos estorninhos, enquanto telefona a outros amigos que lhe vão comentando o voo dos estorninhos nas respectivas casas. Podia ser o mesmo com as nuvens, só que os telefonemas seriam mais espaçados, talvez.

Avenida da Liberdade, 2-03-04, 11h25

Avenidas Novas, 2-03-0, 16h17

Bairro Alto, 3-03-04, 7h17

Bairro Alto, 3-03-04, 7h33

Bairro Alto, 3-03-04, 13h50

Avenida da Liberdade, 2-03-04, 11h25

Avenidas Novas, 2-03-0, 16h17

Bairro Alto, 3-03-04, 7h17

Bairro Alto, 3-03-04, 7h33

Bairro Alto, 3-03-04, 13h50
1.3.04

Conheço tão pouco de flamenco que compro os discos pela capa quando vou à Andaluzia. Até agora nunca me arrependi.
O céu sobre Lisboa nos últimos dias de Fevereiro:

Cumulus a W do largo do Calhariz, 28-02-04, 15h 41' 16''

Stratocumulus a SE do largo do Calhariz, 28-02-04, 15h 57' 52''

Cumulus a W do largo do Calhariz, 29-02-04, 16h 10' 21''

Cumulus a S do Alto de Santa Catarina, 29-02-04, 19h 02' 25''

Cumulus a W do largo do Calhariz, 28-02-04, 15h 41' 16''

Stratocumulus a SE do largo do Calhariz, 28-02-04, 15h 57' 52''

Cumulus a W do largo do Calhariz, 29-02-04, 16h 10' 21''

Cumulus a S do Alto de Santa Catarina, 29-02-04, 19h 02' 25''
















