31.1.05






Nesta casa faleceu Fontes Pereira de Melo, diz a lápide. Deve também ter lá vivido, certamente, nem que fosse apenas por alguns segundos, ou talvez dias, meses ou anos, não sei. Em todo o caso é um belo palacete com uma vista magnífica, bastante compatível com a importância do ministro a quem se deve, entre outras coisas, a introdução do caminho de ferro em Portugal, para o que teve de enfrentar a dedicada oposição de destacados intelectuais da época como Herculano e Garrett. Fica nas traseiras da rua D. Pedro V, para o lado sul, e funcionam lá os serviços sociais da CML ou coisa do género.

30.1.05






Já conhecem o TotoPresunto? Por apenas 1 euro, a pessoa habilita-se a 1 magnífico presunto, a sortear pelo número suplementar do Totoloto. Na Adega das Cegonhas, travessa do Conde de Soure, à rua da Rosa, Bairro Alto.

28.1.05





Os sinos da Estrela há um ano atrás, quando foram retirados para reparação em Braga. A história está aqui. A foto foi gamada daqui.

27.1.05



Só agora reparei numa coisa intrigante: como é que os sinos demoraram 'mais de duas horas' a serem colocados da primeira vez, se agora demoraram uns seis dias (três para cada torre)? Será que a tecnologia moderna não vale nada quando se trata de colocar sinos e outras tarefas arcaicas?




Os 12 sinos da Basílica da Estrela foram "suspensos com magnificencia extraordinária" nas torres na tarde quente de 17 de Agosto de 1788. O acto juntou muita nobreza e gente da cidade e, para "alem da tropa ordinária" - escreve o capelão-fidalgo Manuel Pereira Cidade nas suas "Memórias da Basílica da Estrela" (1926) -, soldados de Peniche e de Alcântara "para conservarem em páz, e ordem devida o immenso concurso de Carruagens, e Povo". Por sete vezes foram os sinos ungidos com "óleo sagrado" e debaixo deles se queimaram perfumes. A função, encabeçada pela rainha D. Maria I, padroeira da basílica, e pelos infantes José, Maria Francisca, Carlota Joaquina e Maria Ana, levou mais de duas horas, amenizadas com um "tão grandioso como delicado refresco". (in Público).
Agora não houve nada dessas confusões. Nem as pessoas que entravam e saíam da igreja paravam para ver, como se tivessem pressa de ir rezar um bocadinho. E se os sinos eram os mesmos não precisavam de ser benzidos e ungidos e isso tudo outra vez, suponho.




Aguardaram em sossego envoltos no seu plástico anacrónico.




Um homem com um ar apressado parou e disse-me 'Agora obrigado, depois de terem feito as torres é fácil, agora antes queria ver como era'. Estava precisamente a pensar no mesmo, e a achar que os deviam ter posto usando uma tecnologia totalmente diferente.




Pensando melhor, acho que não, no essencial. Agora foi com uma grua, da primeira vez deve ter sido com uma coisa semelhante só que com roldanas e puxada por cavalos ou coisa do género. Para acertar com o sino ali deve ser preciso uma grande perícia do operador da grua, não muito diferente da do operador da máquina primitiva.




Os sinos duraram mais de 200 anos. Se não houver nenhum terramoto entretanto, estes devem durar outros 200 pelo menos.




É um privilégio assistir a algo que só acontece de dois em dois séculos.




Se houvesse uma multidão, ainda mais entusiasmada que a de 1788, que aplaudisse freneticamente no final, gritando 'bravo' e 'bis', e os operários e a empresa que colocou os sinos ficassem comovidos por eles próprios terem gostado tanto e cheios de pena de já ter irremediavelmente acabado, sem hipótese de repetir a proeza por irem certamente morrer antes que os sinos precisassem de ser consertados outra vez (a não ser que houvesse um terramoto), voltariam a desmontar e a montar tudo de novo. Depois, como não há duas sem três, recomeçavam, e assim sucessivamente até que houvesse um terramoto. Passava a ser um espectáculo (este não foi porque não tinha público). Viria gente de todo o mundo ver a igreja que mudava de sinos continuamente.

24.1.05



Já agora:





Lisboa, Portugal, 24.01.05, 03.38 pm



Islamabad, Pakistan - 27.10.04 - 11.40 am



Chigasaki, Kanagawa, Japan - 15.10.04 - 1.08 pm


Eis o Wolcen, um blog que eu gostava de ter feito: Photographs of the sky. Nothing else. Camera angle: 90 degrees to the earth. Straight up. No cheating. Send photographs, with location and time, to wolcen at gmail.com.

21.1.05



Só um acrescento em relação ao que está em baixo: não me parece que haja, neste momento, qualquer dicotomia católicos/ateus ou religiosos/ateus, em termos políticos ou éticos. A fractura não passa por aí. E basta comparar hoje, no Público, o editorial do director com a crónica do Miguel Sousa Tavares, a propósito da tomada de posse do GW Bush. JMF é ateu, suponho, mas alinha com a mistura de fundamentalismo cristão e neoliberalismo (duas coisas dificilmente compatíveis, mas enfim) de Bush, enquanto MST, que suponho igualmente ateu, está do lado oposto. Os meus inimigos políticos em Portugal são pessoas como o JMF, o JC Espada ou o JC Neves. Destes, só o último se afirma católico. E aposto que muitos católicos terão dificuldade em aceitá-lo como tal.

Já há uns dias que não visitava um dos meus blogs favoritos, ou melhor, o seu sucessor, A destreza das dúvidas, e fiquei surpreendido com a violentíssima discussão que por lá ia, fundamentalmente motivada por uma passagem em que o Luís se referia ao 'fanatismo' do Diário Ateísta, o qual provocou uma série de reacções algo histéricas por parte dos autores e frequentadores deste último blog.
Estou totalmente em sintonia com o que o Luís lá escreveu. A princípio senti alguma simpatia e curiosidade pelo Diário Ateísta, quando ainda se chamava 'Diário de uns ateus'. Eis um clube com um lema tão vago que eu me poderia juntar a ele, pensei. Depois ficou-me só alguma curiosidade intelectual pelo fenómeno. Para mim, agnóstico convicto, há muito que a religião, ou melhor, o facto de as pessoas serem ou não religiosas, deixou de ser um motivo de preocupação. Olho para os católicos ou para os budistas um pouco como olho para os vegetarianos ou para os ocultistas. A apregoada ligação entre o catolicismo e o fascismo deixou também de fazer sentido há muito, perante a evidência, por exemplo, dos padres que lutaram contra o fascismo, e continuam a lutar (na Madeira, nomeadamente), ou a dos intelectuais católicos como o João Bénard da Costa (a leitura de 'Nós, Os Vencidos do Catolicismo', do JBC, abalou para sempre o que eu pensava a este respeito). Por outro lado, também há muito que comecei a encarar o marxismo como uma religião, o que descobri depois não ser uma ideia propriamente original mas bastante explorada por alguma historiografia francesa.
Agora, a minha perplexidade é esta: parece-me que a questão religiosa está ultrapassada na Europa, ou seja, não vejo muita gente preocupada com isso. Há a questão do aborto, mas a tenacidade com que o Vaticano se agarra à questão parece-me um sinal de fraqueza por parte de uma instituição completamente baralhada e caduca, e a verdade é que quase só se fala da Igreja a propósito disso e de mais meia dúzia de anacronismos como o celibato dos padres ou o acesso das mulheres ao saverdócio. Portanto, o que é que motiva o aparecimento de movimentos como este dos ateus, que parece uma reedição dos movimentos positivistas do século XIX? Só vejo uma resposta: é uma reacção ao revivalismo religioso nos EUA, tal como a macrobiótica é uma reacção à fast-food. Ou seja, algo com que eu não tenho nada a ver, e duvido que a maior parte dos europeus tenha.

20.1.05






Para mim, que não me dou no campo, a melhor maneira de descansar da vida na cidade é ir até outra cidade. A única cidade que existe em Portugal, além de Lisboa, é o Porto. Vou lá muito menos do que gostaria, e ultimamente só em visitas-relâmpago.




O largo do Carmo, mais conhecido como dos Leões, com os ditos de novo no sítio, finalmente. Esta é uma das minhas zonas preferidas do Porto. As intervenções urbanas do Porto 2001 não conseguiram estragá-la, mas pioraram-na um bocadinho - - parece uma intervenção de aprendiz de feiticeiro, que ia dando cabo do jardim da Cordoaria. Teve o mérito de criar uma grande área pedonal, mas há qualquer coisa que não funciona aqui neste largo, não sei bem o quê. Os carros passaram a circular só de um dos lados, mas o espaço pedonal que se criou parece desproporcionado e ainda por cima dá para o semi-abandonado edifício da antiga faculdade de letras. Do lado da Cadeia da Relação há erros de desenho inconcebíveis, como desníveis de meio metro no calcetamento da zona pedonal, boas oportunidades para partir uns ossos.




A área do Centro Português de Fotografia na antiga Cadeia da Relação foi bastante ampliada, e o CPF ficou labiríntico qb, e, como é costume em Portugal, sem sinalização. E fiquei a saber que é proibido tirar fotografias, o que me parece uma nota humorística.




Estava eu a ver a exposição dedicada às novas aquisições para a Colecção Nacional de Fotografia quando dou de caras com esta foto. Já vi isto em qualquer lado, pensei. Ora bem, é da minha amiga e companheira de atelier/escritório Patrícia Almeida e acaba de ser publicada no óptimo livro que ela acaba de editar com fotografias do Japão. Um dia ainda havemos de ser todos ricos e famosos.




Quem conhece este blog desde o princípio percebe logo de onde veio a ideia -- foi daqui, desta série de postais do Alexandre Delgado O'Neill, que tive mas perdi e nunca voltei a encontrar.




A zona histórica do Porto parece irremediavelmente decadente, e o problema parece-me agora ainda pior que em Lisboa (fora Alfama). Só lá vai com grande vontade política.




O lado bom da coisa é que no Porto há excelentes exemplos de reabilitação urbana. O caso de Miragaia é um exemplo -- gostei especialmente de ver este edifício, que não disfarça a sua modernidade nem entra em choque com o conjunto em que está inserido.




Também gostei do bom uso do português nestas maquinetas nos autocarros da STCP: 'meter bilhete', qual 'introduza o título' e outras bizantinices que proliferam por aí.




Parece que a exposição da Paula Rego em Serralves está a bater todos os recordes de visitas, com mais de 250 mil visitantes até agora. Que interessa se este número é conseguido à custa de visitas massivas de escolas, tanto melhor: se 1 em cada 500 miúdos ficar impressionado, são uns bons milhares. O trabalho dos monitores pareceu-me excelente. A exposição é excelente. E imagino que a obra da Paula Rego seja muito apelativa para os adolescentes -- há qualquer coisa de adolescente naquela violência brutal.




No próximo fim de semana o museu fica aberto até à meia-noite. Fico comovido quando vejo uma instituição portuguesa a funcionar tão bem como Serralves.




Há várias coisas que quero ver e rever no Porto, como os novos elevadores na Ribeira e o Parque da Cidade. Até breve.

18.1.05




Gérard Castello-Lopes, da série 'David', 2003


Paulo Catrica, da série 'This Is Here', 2003


Paulo Catrica, da série 'This Is Here', 2003


Augusto Alves da Silva, da série 'Animais', 2001


Augusto Alves da Silva, da série 'Animais', 2001


Augusto Alves da Silva, da série 'Que bela família', 1992


Augusto Alves da Silva, da série 'Que bela família', 1992

Mais um pequeno contributo para a divulgação de fotógrafos portugueses contemporâneos consagrados na net. São também escolhas pessoais e limitadas pelos catálogos que tenho lá em casa: do Augusto Alves da Silva, duas fotos da série 'Que bela família', de 1992 e exposta pela primeira vez no CCB em 1994, e outras duas da série 'Animais', de 2001; do Paulo Catrica, outro 'londrino', duas fotos da série 'This Is Here', de 2003; e do Gérard Castello-Lopes, uma da exposição 'David', de 2003.

17.1.05







O Guadiana tem uma origem atribulada. Segundo algumas versões, nasce muito perto daqui, nos Ojos del Guadiana, onde emerge dum aquífero enorme para logo confluir com o rio Cigueñas, que tem a originalidade de a sua água ser salobra. E assim os dois formam um sapal, as Tablas de Daimiel, com fauna e flora típicas dos sapais, aves de arribação e tudo, só que no meio dum planalto, nada perto do mar como é costume. Aquelas montanhas atrás são os Montes de Toledo, o limite norte da Mancha.







A Mancha foi durante uns 300 anos, entre os séculos XIII e XVI, uma espécie de zona-tampão pouco povoada entre os reinos cristãos do Norte da Ibéria e o Sul muçulmano.





A zona era dominada pela ordem militar de Calatrava, e a cidade mais importante era Almagro, que tem esta Plaza Mayor medieval.




A sede da ordem era neste castelo-convento de Calatrava la Nueva.




De lá de cima vê-se ao fundo a Sierra Morena, o limite natural entre Castela a Nova e a Andaluzia. O Campo de Calatrava, como também é conhecida esta região, é hoje famoso por lá ter nascido o Pedro Almodóvar, numa aldeia chamada Calzada de Calatrava que fica muito perto daqui. Em Ciudad Real, a capital da província, existe uma Escuela de Artes Pedro Almodóvar.

11.1.05



Alaska's Wild Bill Dies; He Hated Lawyers


William "Wild Bill" Nelson, 67, Wasilla, Alaska, passed away in a nursing home on Dec. 25. From tipster Philip Deslippe: "The world has tragically lost one of its 'crazy home owners who covered his property with tons of signs denouncing the 'govment'.'"

Wild Bill was known in the region as a colorful opponent of blood-sucking, double-crossing lawyers; he would circle Alaska courthouses in sign-covered vans, trailers, and even a double-decker bus, demanding death for all lawyers. His property on Hyer Road, east of Wasilla near the Parks Highway, is decorated with placards, signs, and his retired protest fleet of vehicles.




Miraculous Floating Jesus Statue Will Be Shared By Three Catholic Churches

Eagle Pass, Texas, will remain home of a mysterious Jesus statue found washed up on the banks of the Rio Grande River by the US Border patrol in late August 2004. The statue, a classic life-sized crucified Christ (sans his cross) has been donated to the The Laredo Catholic Archdiocese, which encompasses three area parishes. So the statue may be shuttled between churches, or find a permanent spot in one of them.

The statue was observed by agents from a Border Patrol helicopter, at first thought to be a body dumped in the river -- which triggered a rescue response. Some have called the statue a miracle, dubbed it the "Jesus Christ of the Undocumented," and thousands have come to Eagle Pass to see it.

Fourteen groups and individuals sought to take the statue off police hands, until the Eagle Pass City Council decided on the fate of the statue on Dec. 7th.




Duas notí­cias de mais um site fantástico, desta vez americano: Roadside America, "Your Online Guide to Offbeat Tourist Attractions".

E este é um exemplo de reportagem a não perder, sobre o fenómeno das árvores de sapatos.




A Mulher das Cavernas, em exposição na Pull & Bear da rua Garrett.




A retrospectiva/homenagem a Cartier-Bresson, do Gérard Castello-Lopes na Fidelidade Mundial, no largo do Chiado, é uma oportunidade para rever sobretudo as fotografias dele dos anos 1950. Muito menos fotos que na retrospectiva do CCB, mais muito mais bem expostas.

10.1.05



Saiu a versão 4.0 do w.bloggar, cada vez melhor. Descarrega-se aqui.






















Um passeio dominical de Belém à Costa

7.1.05



Mais um excerto do Portuguese Culture Web:



For those few who have an opinion, Portugal is still seen by many in the world as a bucolic place of religious fervor filled with old women dressed in black. It is like a Franco version of Spain or Sicily without the mafia.



Few see Portugal as a modern country with its share of beautiful women and handsome men.
But all of these people are Portuguese: the old women dressed in black, the women picking grapes and singing as they work, the women on their knees at Fátima, the sophisticated actress, and even the CNN sports anchorman, Pedro Pinto, who few people that watch CNN would imagine to be Portuguese.

6.1.05





(Lista dos melhores países para gozar a reforma, segundo o International Living Magazine, citado pelo The Portuguese Culture Web)


It is nice to live in a country where you see that things are always improving -- to mention a few: roads, hospitals, schools, shopping options, means of transport, telecommunications, and entertainment (TV).

E esta é uma das quinze boas razões (gostei especialmente desta) para se viver em Portugal, de acordo com o criador deste site sobre Portugal, um anónimo estrangeiro (suspeito que britânico, pelo estilo e sentido de humor) residente em Chaves. Ainda não li tudo, mas é altamente recomendável -- nada como saber a opinião de quem vem de fora. E muito obrigado ao/à simpático/a anónimo/a que me deixou este link na caixa de comentários.

Criei um fotoblog paralelo só com fotos maiores. Aqui.

5.1.05




(clique para ampliar)

3.1.05






Madrid, 24-12-04



Madrid, 31-12-04


Duas ou três coisas que eu sei de Espanha:

Os espanhóis tratam-se por tu, em quase todas as situações. A forma de saudação habitual é 'olá', e a de despedida 'até logo'. Por exemplo, se for comprar um bilhete de comboio, o funcionário diz-me 'olá', eu digo 'olá, queria um bilhete para Sevilha'. 'A que horas queres ir?' 'Às 3'. 'Aqui tens. São tantos euros. Boa viagem. Até logo'. 'Até logo'.
Os tratamentos 'respeitosos' praticamente desapareceram com a ditadura. Só trata por 'você' alguém muito mais velho que nós, um idoso, e mesmo assim nem sempre. Se o modo como as pessoas falam quer dizer alguma coisa sobre a sociedade, isto quer dizer muito.

As ruas nas cidades espanholas estão sempre cheias entre as 7 e as 10 da noite, e os bares e cafés enchem-se de pessoas a conversar enquanto comem e bebem.

As mulheres espanholas de todas as idades saem como os homens. É normalíssimo ver-se mulheres de 50 ou 60 anos a beberem uma caña e ou um copo de vinho nos bares.

Os casais com filhos pequenos levam-nos com eles a sair, e vêem-se carrinhos de bebé nos bares. Há muitas praças rodeadas de esplanadas e com parques infantis no meio, de modo a que as crianças possam brincar enquanto os pais convivem.


Alguns dos meus bares favoritos em Madrid:





La Venencia, na calle Echegaray, perto da Plaza Santa Ana. É uma taberna que vende exclusivamente Jerez e algumas tapas. Consumir com moderação.



A Casa Antonio, na Latoneros, muito perto da Puerta Cerrada, é um bar de vinho e tapas (fabulosas).





Aquele papel por cima da entrada para a porta diz 'Por comodidade e segurança das crianças, é favor não levar os carrinhos de bebé para dentro da sala'.







La Soleà é um bar de flamenco, na Cava Baja, também perto da Puerta Cerrada. Funciona muito tarde, depois das 11.30 pelo menos até às 6 da manhã (nunca consegui vê-lo a fechar). Uma boa hora para ir é por volta das 2. Só tem um músico residente, um guitarrista (é este senhor nas fotos de baixo, que está lá há pelo menos 10 anos), que acompanha quem aparecer por lá a cantar. Há uma outra sala onde quem quiser (e souber) também pode tocar e cantar. A entrada é livre. O ambiente é uma mistura de cantaores em noite de folga, amadores e turistas. As noites oscilam entre o não acontecer quase nada e o sublime, como aconteceu na segunda noite em que lá estive desta vez.

2.1.05





Feliz 2005 (e anos seguintes) para todos

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