14.3.06



Um passeio pelo porto de Lisboa, de Santa Apolónia a Alcântara:


Entra-se por esta passagem de nível pedonal, debaixo do viaduto da Infante D. Henrique, junto à paragem do 46. Do lado de lá temos a entrada do Terminal Multipurpose de Lisboa, ali à esquerda.

Do lado direito, este velho quiosque.

Ultrapassando um sinal que diz 'Proibida a passagem a pessoas estranhas', podemos percorrer este cais semiabandonado.

Lá ao fundo costumam estar as gruas-fetiche do Lux. Aqui tem de se voltar ao ponto de partida e seguir ao longo da vedação até à Bica do Sapato.

A zona da Bica do Sapato parece uma área de alta segurança militar, com arame farpado e tudo. Ao que parece, o Manuel Reis e companhia conseguiram substituí-lo aqui por uma rede menos feia.


A zona das lojas e restaurantes está vedada por vidros. O restaurante Bica do Sapato manteve a vista impecável. É óptimo para se beber um copo à tarde, com música óptima e preços razoáveis. Não estava lá ninguém nesta tarde.

Uma das entradas para a tal zona de alta segurança, onde costumam estar uns inofensivos navios em pequenas reparações, ou simplesmente à espera de lugar noutro sítio.

Isto é a Gare Marítima de Santa Apolónia, não sei se já ouviram falar. Às vezes fazem lá umas festas.

Segue-se um parque de estacionamento, com este toque manuelreisiano.

Continuando, passamos pela doca do Terreiro do Trigo. Na parte norte existiu em tempos uma marina e um clube náutico. A parte sul está igualmente abandonada. Este barco naufragado já apareceu há dois anos aqui no blog, exactamente na mesma posição mas um pouco menos degradado.



A seguir fica o Jardim do Tabaco, com os seus bares e restaurantes, e a beira-rio muito degradada, quem sabe se à espera da decisão sobre a transferência da feira popular. É um dos dois bocadinhos não vedados, juntamente com o que fica entre a Ribeira das Naus e Santos.

Segue-se a doca da Marinha, que não parece tão abandonada, mas simplesmente com falta de barcos. Tem um parque de estacionamento bastante activo, suponho que para uso exclusivo de militares e suas famílias.

Passando as obras do metro do Terreiro do Paço (há quanto tempo? Dez anos? Alguém se lembra do Cais das Colunas?), temos, a meio do muito degradado passeio ribeirinho que vai até ao Cais do Sodré, esta curiosidade: a estação fluvial fantasma da Ribeira das Naus, condenada ao limbo antes da inauguração.

O Cais do Sodré é a única zona mais frequentada até aqui.

No pequeno troço entre o Cais do Sodré e Santos há algumas esplanadas e restaurantes, e também este lindo parque de estacionamento. Há uns anos atrás, a morte duns putos idiotas que se atiraram com o carro para debaixo do comboio foi o pretexto para a extinção da passagem da 24 de Julho para a beira-rio, em frente à D. Carlos I. Agora, quem não entrar no Cais do Sodré tem passar pela passagem aérea sobre a estação de Santos, uns dois quilómetros mais à frente, e andar junto à vedação mais um quilómetro para trás.


E depois mais uma vedação. Do lado de lá, nada.

O rio só volta a aparecer uns quilómetros depos, em Alcântara, depois do terminal de contentores, neste bocadinho de cais à entrada da Marina, onde os pescadores se misturam impassíveis noite fora com os noctívagos do Op Art, um dos bares mais bonitos de Lisboa.

Nesta foto aérea do Tiago Figueiredo vê-se uma parte da zona abandonada do porto, entre Santos e a Rocha Conde de Óbidos, a doca da Marinha, e lá ao fundo vislumbram-se a Vigorosa e a Poderosa, em frente ao Panteão.

Entre o Terminal Multipurpose e o Terminal de Contentores de Alcântara são vários quilómetros (quatro? cinco?) de porto, quase sempre vedado. Inutilmente, tanto quanto se percebe. No centro de Lisboa, com um estuário deslumbrante. Para nada. À espera que nos esqueçamos que ele existe.

Comments: Enviar um comentário

Links to this post:

<\$BlogItemBacklinkCreate\$>

Weblog Commenting by HaloScan.com eXTReMe Tracker

Google PageRank Checker Tool

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Get Firefox!

Who Links Here