13.7.06



No exame de Língua Portuguesa não havia uma única pergunta sobre Luís de Camões ou Gil Vicente, estudados no 9.º ano. Mas o trabalho feito sobre esses autores deveria dar competências aos alunos para escrever acerca de qualquer texto poético, defende Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português. "Este é o modelo de exame que procura que o estudante desenvolva a capacidade de ler, analisar, compreender e não apenas decorar e reproduzir o que aprendeu na aula", declara.
(...)
Sara até estava "para escrever para os jornais", de tão revoltada que ficou. No exame de Língua Portuguesa "não saiu nada" do que tinham dado este ano, garante. "Até a "stôra" estava escandalizada. Estudei Os Lusíadas ao pormenor, que é uma matéria muito complexa. O Gil Vicente todo... As figuras de estilo tinham de sair mesmo!", argumenta Sara

(in Público, 13/7/06)

Para além das polémicas sobre o "eduquês" e o número de vezes que a palavra "ensino" aparece nos documentos do ministério da educação, que me escapam totalmente, isto é que me parece grave: professores a ensinarem matéria que, pelos vistos, não corresponde aos objectivos definidos pelo ministério. Talvez o ministério não se explique, não sei, até parece provável.
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